Cedro do Noval 2008

cedro do noval

Como devem ter notado ao longo destes dias em que vou escrevendo um pouco sobre os vinhos que provo, tenho-me focado mais nos vinhos tintos, com especial incidência por duas Regiões, o Douro e o Alentejo.

E é do Douro este vinho que vos apresento hoje, Cedro do Noval de 2008 que é um vinho tinto muito interessante produzido a partir das castas mais emblemáticas do Douro, como são a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz adicionando ainda a casta Syrah.

A presença das três castas tradicionais do Douro, dão-lhe aquela cor intensa e o aroma característico dos vinhos do Douro, cultivados nas encostas de pedra, e com a junção da Syrah, obtém-se uma suavidade que geralmente os vinhos desta região DOC não têm.

Pode-se dizer que é um vinho que se pode beber em qualquer situação, podendo ser apreciado numa refeição ou mesmo fora dela, dada a sua suavidade.

Produzido pela Quinta do Noval que é uma das mais conhecidas casas produtoras de vinho do Porto, tendo entre os seus vinhos alguns dos melhores Portos que podem ser degustados, como o Noval Nacional, sobre um qual um dia espero ter o prazer de escrever, o que quererá dizer que tive a rara oportunidade de o poder provar e saborear longamente….

Em termos de classificação este Cedro do Noval de 2008 em 10 dou:

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Este é um vinho do Douro, para se beber em boa companhia…

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo – 2011

quinta nova

Depois de uns dias de descanso ao palato, provei mais um vinho de excelência, como todos os que vos tento apresentar.

Hoje temos um Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Colheita de 2011 que não me surpreendeu nada, já conhecia o vinho do Porto Quinta Nova, e quando me passou pela frente este vinho tinto senti que tinha mesmo de o provar, testar e saborear.

E em boa hora o fiz, este é um vinho de qualidade acima da média, com um sabor muito interessante que perdura na boca parecendo que nos está a passar pela língua uma peça de seda ou de veludo, tal a suavidade com que nos brinda.

Mas atenção, é uma suavidade plena de intensidade com um aroma a frutos que nos invade as narinas e faz perdurar no olfacto e no gosto todas as boas sensações que estão escondidas por detrás deste maravilhoso vinho tinto do Douro.

O criador deste belíssimo vinho encontrou o equilíbrio perfeito entre as várias castas que entram na sua produção, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão.

Vale a pena saborear este vinho, seja a acompanhar uma boa refeição, seja ao final da tarde com os amigos, ou mesmo tarde da noite, ao lado de uma boa conversa e de uns petiscos de fim de noite.

Em termos de classificação em 10 dou-lhe:

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A saborear com os amigos….. e para terminar uma refeição em pleno, um Porto Quinta Nova, também vem mesmo a calhar….

Ostras – um petisco Gourmet para apreciadores e não só!

ostras

Hoje para variar vou falar de algo completamente diferente, as Ostras!

As ostras são um dos frutos do mar, mais apreciados em todo o mundo, em muitas culturas as ostras estão associadas a fertilidade, a erotismo e sensualidade sendo até consideradas como um afrodisíaco.

Posso dizer que descobri as ostras tardiamente, tendo experimentado pela primeira vez este sublime molusco aberto ao vapor, ou seja meio cozinhado. Como dizia o poeta sobre outro produto completamente diferente, primeiro estranha-se, depois entranha-se…

Digo que nas primeiras vezes, tive uma sensação estranha, não gostei, e passaram alguns anos até sentir um formigueiro na parte de trás da cabeça…. que me fez tentar de novo!

Desta vez, pedia ostras ao natural, abertas, regadas com sumo de limão e um pouco de pimenta preta moída na altura, e desde esse momento que não parei.

Lembro-me há uns anos, em que visitei a Expo 98 em Lisboa com um daqueles passes para vários dias, passava sempre ao fim da tarde pelo Pavilhão de França, entrava directamente para o bar, apenas para comer ostras acompanhadas por um copo de Champanhe.

E por falar em França, talvez não saibam, mas as ostras mais apreciadas neste país são chamadas de Portugaises (Portuguesas), e conta a tradição que estas ostras começaram a povoar a zona da Gironda depois de uma parte da carga ter sido deitada ao mar pelo navio Morlaisien. Desta descarga, surgiram vários povoamentos de ostras Les Portugaises que tornaram rica esta zona de França.

Em França eram consumidas em larga escala umas ostras planas, que ainda hoje se encontram no mercado, e que eram mais escolhidas pelas classes mais elevadas, por ser mais elegante enquanto as Ostras portuguesas eram consumidas pelas classes menos abonadas, pois tinham um aspecto mais grosseiro com uma casca mais irregular.

No entanto a Ostra Portuguesa, é carnuda e muito mais saborosa do que as ostras planas, sendo talvez por isso que hoje em dia, as “maternidades” são em França, sendo importadas as ostras recém-nascidas, sendo depois criadas tanto no Estuário do Sado, como na Ria Formosa.

Sendo Portuguesas, ou Portugaises, Planas ou irregulares, as ostras são deliciosas sendo uma óptima opção para um final de tarde de Outono, a ver o mar e com um copo de champanhe  a acompanhar…. mas se não tiver champanhe, temos alguns bons espumantes, ou um vinho branco seco que fazem um bom acompanhamento!

E não se esqueçam, a melhor companhia para apreciar ostras, é alguém de quem se goste!

Má Partilha, Merlot 2011

ma partilha Merlot 2011

De passagem novamente pelos vinhos da Península de Setúbal, provei esta

monocasta Má Partilha Merlot de 2011 muito agradável e com um paladar excepcional.

Este Má Partilha Merlot 2011, é um vinho resultante das melhores uvas da casta Merlotm plantadas perto de Azeitão, e sendo um vinho da Península de Setúbal tem tanto influências do mar como da serra.

Tendo uma parte da sua fermentação sido feita em barricas de carvalho francês bem como o estágio final tenha continuado nas mesmas barricas, sente-se um pouco o aroma e sabor a madeira característico dos vinhos que amadurecem em barris de madeira.

Tem um sabor e aroma excelentes pleno de complexidade devido a ter recolhido todas as influências da zona onde as vinhas foram plantadas…

Na minha opinião, é um vinho que acompanha bem qualquer tipo de pratos, mas destina-se essencialmente a pratos de caça, como uma Perdiz de Escabeche, ou um Arroz de Lebre… mas vai também muito bem com alguns dos excelentes queijos que existem na zona de Azeitão.

Em termos de classificação global em 10 dou-lhe:

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O seu nome pode ser Má Partilha, mas é definitivamente um vinho a partilhar com os amigos à volta de uma mesa… porque saborear um vinho de qualidade, só pode ser feito partilhando.

Quinta da Foz – Reserva 2011

quinta da foz Reserva 2011

Voltando ao Douro e a esta bela Região que é Património da Humanidade, com uma das mais belas paisagens construídas pelo homem, que na sua incessante procura pela excelência e pela qualidade, desbastou a pedra, criou socalcos em encostas inóspitas e plantou alguns dos melhores vinhedos do mundo.

É destas vinhas que saem vinhos com uma qualidade reconhecida também mundialmente como este Quinta da Foz, Reserva de 2011. Este belíssimo vinho é uma feliz conjugação de castas de uva como a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz.

O seu método de produção com a pisa a pé em lagares de granito e o estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, dão-lhe um sabor único, encorpado e que perdura muito para além do tempo de prova. Podemos dizer que é um vinho que se prova e continua a saborear.

Tem um teor alcoólico elevado de 14,5 graus, mas o seu aroma e sabor são de uma excelente qualidade.

Em 10, a minha classificação global para este excelente Quinta da Foz, Reserva de 2011 é de:

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E que bem que este vinho acompanha qualquer prato, desde uns filetes de Polvo com arroz malandrinho do mesmo, uns Rojões, ou umas Tripas à moda do Porto….

Herdade do Esporão – 4 Castas 2013

quatro castas

Desde há uns anos que se têm tornado moda em Portugal os vinhos monocasta, ou seja vinhos que em cuja composição apenas entra uma única casta de uva o que pode conferir-lhe características únicas em termos de sabor e aroma, mas estas dependem sempre da qualidade do produto inicial…. a uva! E se em determinados anos podemos ter colheitas de excepção, com uma qualidade acima da média, podem aparecer anos de menor qualidade, e o vinho ressente-se disso podendo de ano para ano,  ter grandes variações em termos qualitativos.

Eu gosto de bons vinhos Monocasta, mas sou muito mais apreciador de vinhos resultantes da conjugação do melhor das várias castas que os enólogos têm à sua disposição, e penso que a dificuldade está também em saber conjugar na perfeição esses lotes de uvas diferentes, de castas diferentes e daí resultar um vinho único.

Ao longo deste tempo tenho-vos apresentado vinhos de excelente qualidade, com preços mais ou menos condizentes…. por isso hoje apresento mais um excelente vinho o Herdade do Esporão 4 Castas de 2013 com um preço muito atractivo.

Este Herdade do Esporão 4 Castas, tem todas as características de um vinho produzido por esta grande adega que nos habituou a produtos de alta qualidade, tanto nos vinhos como nos azeites e vinagres que produz e que são verdadeiros produtos gourmet.

É um vinho suave com uma cor intensa e que pode ser bebido ao fim da tarde com os amigos a acompanhar uma conversa ou a servir como companheiro de uma tábua de enchidos e queijos dessa bela região que é o Alentejo.

Tem um preço próximo dos 10 euros por garrafa, o que lhe proporciona uma boa relação preço x qualidade.

Herdade do Esporão 4 castas 2013 é definitivamente um vinho que deve fazer parte da garrafeira.

Seis Quintas de Martúe Reserva 2011

seis quintas de Matue

Continuando com os vinhos da Região Demarcada do Douro, encontrei este vinho Seis Quintas de Martúe Reserva de 2011, uma composição de três castas de uva, a Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca. Estas três castas dão a este excelente vinho uma cor escura e profunda, diria mesmo espessa.

Antes de ser engarrafado o Seis Quintas estagia durante 14 meses em barris de carvalho francês que passam um pouco do seu sabor para o vinho, que tem um sabor intenso e que parece enrolar na língua, é um vinho que ocupa todo o palato, preenchendo toda a boca com o seu sabor aveludado.

A produção de 2011 foi pequena, de apenas 13.300 garrafas, pelo que é de aproveitar se o virem em alguma garrafeira, pois vale a pena comprar para saborear ou para guardar para mais tarde. Parece-me ser um vinho que vai envelhecer muito bem.

Com o seu sabor intenso e aroma perfumado, acompanha qualquer um dos pratos que se fazem no norte, como uma feijoada à transmontana, uns rojões ou mesmo um Bacalhau Frito à moda de Viana

Quinta dos Murças – Reserva 2010

quinta dos murças

Do Alentejo, passo hoje para o Douro, mais concretamente para um vinho tinto que me chegou às mãos ontem, e que não pude esperar mais por saborear e experimentar. Quinta dos Murças Reserva 2010.

Nestes tempos modernos em que uma grande parte do processo de produção de um vinho é feito mecanicamente, desde as vindimas, com as grandes máquinas que são capazes de colher os cachos de uvas de hectares de vinha em algumas horas, até à prensagem das uvas que era feita a pé e que hoje em dia é feita na maioria dos casos por máquinas… é muito bom encontrar este vinho que segue a tradição desde a apanha até à vinificação, tudo é feito com a presença humana.

E o que posso dizer deste vinho, é que é na realidade muito bom proveniente de vinhas velhas, plantadas em solos de xisto e sem recurso a regas.

Estas características de solo e clima, transparecem no sabor e aroma deste vinho que depois de aberto nos invade os sentidos, com uma cor profunda, um aroma suave com uma certa acidez e uma permanência na boca que nos leva às encostas do Douro agrestes e de uma beleza única.

Este vinho faz-me recordar algumas visitas que fiz a quintas do Douro, há uns anos, em que a hospitalidade e a simpatia das pessoas é uma das melhores memórias.

Mais um vinho que celebra o que Portugal tem de bom.

Herdade dos Grous – 23 Barricas 2013

herdade dps grous 23 barricas

Quando falamos do Alentejo, associamos sempre a região a uma gastronomia de excelência, tendo como base os bons produtos da terra, o excelente pão caseiro, a carne de porco, o borrego, ou espargos selvagens e que em conjunto dão lugar a pratos com um sabor inconfundível.

Nesta região, como em nenhuma outra, se conciliaram os produtos de origem pobre que se comiam nos campos e searas, como o pão o alho e as ervas e apareceram as célebres açordas, as migas de espargos, os torresmos e tantos outros pratos que hoje em dia deliciam os verdadeiros apreciadores.

Hoje, descobri um vinho que é adequado a celebrar a gastronomia alentejana, o vinho tinto Herdade dos Grous 23 Barricas de 2013, e é uma celebração para ser feita em conjunto com os amigos, numa partilha de sensações e sabores únicos.

Feito com as melhores 23 barricas de vinho das castas Touriga Nacional e Syrah, é na realidade o elogio da qualidade e da excelência.

Este é um vinho com um aroma intenso que perdura no nariz e com um sabor que se mantém no palato de um modo muito agradável. E à medida que se vai saboreando, vai mostrando todo o seu esplendor e elegância.

A acompanhar a gastronomia alentejana, ou sendo saboreado com uma terrina de foie gras é um vinho é um vinho que deve sempre acompanhar a qualidade.

Tem um preço acima dos 20 euros por garrafa, mas vale cada cêntimo…

Sim porque o vinho se faz de uvas, e este agrupa o melhor de 23 barricas

É produzido e engarrafado pela Monte do Trevo.,

Tapada de Coelheiros Branco 2013

tapada de coelheiros Branco 2013

Continuando com os vinhos do Alentejo, apresento hoje o Tapada de Coelheiros Branco de 2013, é um vinho com uma certa acidez pois a casta Arinto faz parte da sua composição, mas a acidez é contrabalançada pela outras duas castas de uva presentes neste belíssimo vinho, a Roupeiro e a Chardonnay.

Sendo assim, resultou um vinho com um aroma a frutos, equilibrado e elegante.

Perfeito para um fim de tarde de Outono no Alentejo, fresco e a acompanhar uma boa conversa entre amigos, para além de alguns petiscos perfeitos para o fim de dia, e que tão bem nos oferecem por toda a região.

Torresmos, enchidos de Porco Preto, Paínho ou um presunto de porco alimentado a bolota, ladeados por alguns dos belos queijos que se fazem um pouco por todo o Alentejo