Quinta da Garrida – Dão 2007 Touriga Nacional

quinta da garrida

Tenho escrito sobre vários vinhos nesta página, e fazendo uma retrospectiva, a maioria têm sido Vinhos do Douro ou do Alentejo, com uma pequena incursão pelos Vinhos de Lisboa.

Portugal, apesar de ser um país pequeno, tem outras regiões e outros vinhos de muito boa qualidade, assim como produtores e enólogos com grande capacidade de inovar num campo tão tradicional como o da Vinicultura.

Serve esta introdução para apresentar um vinho de outra região, a Região demarcada do Dão, com um vinho tinto Quinta da Garrida de 2007 Touriga Nacional.

A região do Dão, oferece-nos vários vinhos de boa qualidade e com um sabor inconfundível para os apreciadores, e nos últimos anos tem sido uma região um pouco à parte no panorama dos vinhos nacionais, e isso talvez se deva a alguns erros cometidos nos anos 80 e 90 com a massificação de produção com a consequente baixa de qualidade geral dos vinhos.

Pois bem, este Quinta da Garrida, vem reconciliar os apreciadores de vinho com esta região e serve para marcar uma posição de qualidade no meio dos vinhos de várias regiões.

Em termos de sabores, posso dizer que tem algumas notas de fruta, com uma boa envolvência e um aveludado que se sente logo no primeiro contacto, é um sabor que fica e perdura na boca, muito para além da prova.

Se falamos de aromas, tem os aromas típicos de vinho que estagiou em barricas de madeira, mas sendo barricas novas, tem apenas um ligeiro aroma a madeira, distinguindo-se mais os aromas a frutos, com uma certa acidez que se torna muito agradável

Classificando este vinho, posso dizer que lhe dou sem qualquer reserva:

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Acompanha muito bem qualquer prato típico da Região do Dão, seja o Pato à moda da Beira, a Caldeirada de Cabrito ou o Entrecosto cozido com Feijões….

Com vinhos com a qualidade deste Quinta da Garrida, o Dão tem de entrar novamente nas mesas dos apreciadores de bom vinho e boa comida!

Paulo Laureano Reserva Tinto 2013

paulo laureano reserva

Mais um dia, mais um vinho provado e aprovado!

Desde há muito tempo que sou um apreciador dos vinhos produzidos por Paulo Laureano, já experimentei vários, desde os topos de gama, até aos vinhos mais correntes e sempre fiquei muito agradado com qualquer um deles.

E o mesmo acontece com este Paulo Laureano Reserva Tinto, um vinho cheio de personalidade, com um aroma que o distingue e um sabor que fica na língua de um modo que nos dá um grande prazer em saborear.

Este reserva de 2013 foi produzido a partir das castas Aragonez, Trincadeira, e Alicante Bouschet, três castas muito utilizadas no Alentejo e que transportam todas as características do clima e do terreno para dentro de uma garrafa.

O vinho estagiou em barricas durante 18 meses, e por isso se sente também um pouco alguns sabores e aromas da madeira e que bem nos tocam tanto no palato como nos entram pelas narinas.

Paulo Laureano, tem-nos habituado a produzir bons vinhos cheios de carácter e elegância, e este é um belo exemplo disso mesmo. Quando nos toca a boca, sente-se uma explosão de sabor, e quando conjugado com um dos belos pratos que podemos comer um pouco por todo o país, sente-se como é um vinho feito para acompanhar uma boa refeição.

Em termos de classificação, este Paulo Laureano Reserva Tinto 2013, na minha opinião merece um:

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Vou certamente continuar a apreciar mais vinhos deste produtor que sabe com mestria combinar as castas que o Alentejo tem para nos oferecer.

Reserva do Comendador Adega Mayor TInto

reserva do comendador adega mayor

O Alentejo com o seu clima de extremos, tem condições de excelência para a produção de vinhos de qualidade, e nos últimos anos temos vindo a assistir ao lançamento de grandes vinhos tanto de novos como de antigos produtores.

Hoje passou-me pelas mãos, e pelo palato um vinho da Adega Mayor, o Reserva do Comendador Tinto, e em muito boa hora o provei, e pude atestar da sua excelência.

Podem perguntar-se, mas todos os vinhos aqui provados são bons, muito bons ou excelentes? Pois bem a resposta é que nestas páginas que são A meu Gosto, só passam os vinhos que na minha opinião tem qualidade mais do que suficiente para serem apreciados com toda a calma…

E o que dizer deste Reserva do Comendador… Pois bem, é um vinho com corpo e grau alcoólico, como é natural no Alentejo, tem um paladar frutado e de aroma intenso.

Em termos de cor, é um vinho escuro, com cor rubi ou granada, e com uma presença que se faz notar em cada gota que escorre no copo.

Tendo um grau alcoólico de 14.5%, está mais ou menos em linha com os vinhos produzidos no Alentejo, com graus elevados, mas que apesar de tudo se sentem suaves na boca com um sabor que perdura no palato de um modo extremamente agradável.

Para este sabor contribuem muito as castas que entram na sua composição, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah.

Sabor, corpo, aroma e grau são características que este vinho tem e que lhe dão todo o carácter que apresenta.

Acompanha bem com qualquer prato de carne, sejam pratos Alentejanos, como de outras regiões do país, pois vai muito bem com a comida tipicamente portuguesa.

Em termos de classificação, posso dizer que é um dos melhores vinhos que tenho provado ultimamente e por isso dou-lhe:

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De Campo Maior já tínhamos a tradição das festas das Flores com as ruas enfeitadas de um modo tradicional e belo, pois bem a esta tradição podemos juntar um vinho de excelência, produzido para agradar aos paladares mais exigentes!

Tapada do Chaves – Reserva Tinto de 2011

tapada do chaves

Depois de umas incursões pelos vinhos da Região de Lisboa, e que merecerão outros artigos, volto ao Alentejo com um excelente vinho tinto, o Tapada do Chaves – Reserva Tinto de 2011.

Como sabem sou um apaixonado pelo Alentejo, pela sua gastronomia, paisagem e também pelos seus vinhos.

Pois bem, o que posso dizer relativamente a este Tapada do Chaves?

É um vinho de cor intensa rubi, produzido a partir da vinificação de uvas das castas Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet, da conjugação destas três castas saiu um vinho encorpado de alto teor alcoólico (15 graus) de aroma intenso a frutos vermelhos e com umas certas notas vegetais.

Relativamente ao sabor, poderíamos pensar que este grau de álcool faria perder outras qualidades, no entanto, temos um vinho realmente com corpo, que perdura no palato e com um sabor forte intenso.

A Trincadeira e a Aragonez ( Tinta Roriz no Douro) ligadas à Alicante Bouschet têm como resultado então um vinho com corpo, equilibrado e com alguma complexidade com uma cor intensa e um aroma que nos invade as narinas variando entre os frutos vermelhos e um toque de vegetais.

Este é um vinho que evolui muito bem na garrafa, podendo ser guardado por alguns anos, sendo que dará origem a algumas agradáveis surpresas.

No que respeita a pratos para este vinho, que tal um Ensopado de borrego, umas migas de espargos com carne de alguidar, ou mesmo um arroz de lebre…

Depois de o provar, testar e saborear, dou-lhe uma classificação de:

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Um vinho para desfrutar com prazer e calma, como se deve fazer no Alentejo!

Restaurante da Quinta do Gradil

restaurante

Ontem fui almoçar à Quinta do Gradil, já tinha provado um dos vinhos produzidos nesta quinta, e como soube que tinha restaurante aproveitei ter o meu trabalho adiantado e o dia estar bonito para lhes fazer uma visita.

Esta visita será certamente a primeira de várias para poder explorar com mais profundidade o menu, bem como a conjugação dos vários pratos com os vinhos saídos das vinhas e adegas desta Quinta do Gradil.

Muitas pessoas olham para o vinho como um acompanhamento do prato, uma bebida que tem como função apenas facilitar as manobras de mastigação, e essas pessoas têm geralmente uma visão imobilista da refeição, ou seja a velha máxima de vinhos brancos para pratos de peixe…. vinhos tintos para pratos de carne.

Felizmente esta mentalidade está a mudar, e para cada tipo de prato pode haver um vinho indicado, seja branco, tinto, rosé, seco, frutado ou doce…

Neste restaurante é isso que se sente, existe uma ligação entre o que se come e o que se bebe, não fosse este um restaurante de Quinta, e de uma Quinta de Vinhos..

 quinta do Gradil cogumelo recheado

A entrada foi um cogumelo recheado com queijo de cabra e uma pequena salada de rúcula, que se revelou muito agradável ao paladar, a acompanhar um copo do Quinta do Gradil Chardonnay, que casa perfeitamente tanto com esta entrada como com o prato que se seguiu, Chocos fritos à moda de Setúbal, tenros, saborosos acompanhados com tomate e oregãos, e um arroz de ervilhas.

Como ia conduzir de seguida, achei por bem não beber mais do que um copo de Chardonnay, embora a qualidade do mesmo pedisse repetição…

Para terminar a refeição, seguiu-se um arroz doce com pêra rocha Bêbeda, e para esta sobremesa pedi um vinho que se aliasse na perfeição ao doce do arroz, e provei um Quinta do Gradil Tinto Syrah que cumpriu com mestria a sua função de acompanhante da sobremesa.

Agora terei de voltar para olhar com melhor detalhe para outros pratos…. ficou-me gravado um Menu das Vindimas que espero possam continuar a ter por mais tempo….

Quanto aos vinhos, o Quinta do Gradil Chardonnay, é um daqueles vinhos brancos que se pode beber em qualquer situação, numa refeição ou num fim de tarde com amigos, e o Quinta do Gradil Tinto Syrah, é excelente para acompanhar uma sobremesa bem doce, ou um queijo de sabor intenso.

Definitivamente um restaurante a voltar!

Poliphonia Reserva tinto 2012

poliphonia

Portugal tem a sorte de apesar de pequeno ter uma grande diversidade de solos, de climas e de castas de uva. Para além das características naturais apreciadas por visitantes de todo o mundo, temos ainda pessoas que com a sua sabedoria sabem transformar estas características em produtos de qualidade ímpar e que são um puro prazer.

E quem fez este Poliphonia Reserva Tinto 2012 é um verdadeiro maestro na conjugação das castas Syrah, Aragonez e Alicante Buschet. Este vinho alia um aroma que persiste nas nossas narinas a um sabor que perdura no palato. Claro que o perdurar no palato só é uma boa qualidade quando o produto de que falamos nos dá prazer sendo de excelência…

É este o caso…

O Poliphonia Reserva Tinto 2012, atinge-nos logo que se deita no copo com o seu aroma fresco e intenso que nos transporta para o Alentejo, mas quando se prova e o vinho invade o nosso palato, é aí nessa altura que se sente a orquestra de sabores a tocar em conjunto uma melodia que tem como intérpretes as castas de uva, o estágio em barricas de carvalho e todo o saber posto dentro de cada uma das garrafas. Sente-se que é um vinho com estrutura e pensado para os apreciadores.

Este Poliphonia, é um vinho que pode ser bebido jovem, mas que pode muito bem envelhecer na garrafa, pois tem uma estrutura que aguenta esse envelhecimento, eu vou guardar algumas garrafas para mais tarde, pois sei que o prazer que senti agora, será multiplicado várias vezes daqui a uns anos…

Em termos de classificação dou-lhe:

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Poliphonia, uma melodia de prazer a apreciar com os amigos.

Quinta da Pacheca, Superior 2012

quinta da pacheca 2012

Novamente passando pelos vinhos do Douro, experimentei este Pacheca Superior 2012, mais um vinho tinto produzido a partir das castas tradicionais do Douro Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz.

Estas três castas aliadas ao tipo de terreno xistoso, dá aos vinhos desta região aquele sabor tão característico encorpado e que na boca faz sentir uma lembrança entre os frutos secos e os aromas de frutos vermelhos.

Sendo um vinho produzido pelo método tradicional de vinificação, em lagares de granito com uma pisa de todo o cacho, tem como resultado que na prova se sintam os taninos, estando estes bem presentes mas como um equilíbrio muito interessante.

É assim um vinho encorpado com uma cor rubi intensa que se pode encontrar em alguns tipos de vinho do Porto, com aromas intensos a frutos vermelhos e com a presença de taninos que estão na dimensão certa, dando a todo este conjunto uma prova muito boa e uma permanência no palato longa e agradável.

Em termos de preços, é um vinho de gama média de valores e pode ser encontrado na maioria dos hipermercados e supermercados de grandes cadeias com uma garrafeira que tenha uma presença de marcas e qualidade acima da média.

Devido ao seu corpo, aroma, sabor e intensidade, é um vinho que acompanha muito bem qualquer prato forte, desde uma boa Feijoada à transmontana, umas Tripas à moda do Porto, ou uns Rojões…

A minha classificação para este Pacheca Superior 2012 é de:

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Mais um vinho que deve fazer parte da escolha de quem gosta de comer bem e ter um bom vinho para acompanhar uma refeição de qualidade.

Quinta do Gradil – Cabernet Sauvignon e Tinta Roriz

quinta do gradil

Tenho escrito sobre vários vinhos especialmente de duas regiões de Portugal, o Alentejo e o Douro, pois hoje viro as agulhas mais para o centro, e vou escrever sobre um Vinho Regional de Lisboa o Quinta do Gradil – Cabernet Sauvignon, Tinta Roriz.

Comprei este vinho numa feira de vinhos de um hipermercado, e como não costumo provar muitos vinhos desta região decidi que estava chegada a altura de o provar.

Este Quinta do Gradil, é um vinho bivarietal, isto quer dizer que é produzido apenas a partir de duas castas de uva, neste caso a Cabernet Sauvignon e a Tinta Roriz, existindo outros bivarietais desta marca.

No que respeita a este, é um vinho de cor escura muito intensa, um rubi forte e encorpado, e com um aroma muito interessante onde se nota uma certa acidez e a presença de taninos.

Quanto ao sabor, depois de o ter cheirado, pensava que iria ser um vinho encorpado, forte, no entanto fui surpreendido com um vinho de sabor suave e com persistência de sabor no palato, o que é sempre agradável. Apesar da presença dos taninos, é um vinho que considero equilibrado.

Pode acompanhar muito bem os pratos típicos da região de Lisboa, como uns Peixinhos da Horta com arroz de Grelos, ou mesmo um bom peixe grelhado no carvão.

Em termos de grau alcoólico, tem 13,5 graus, o que lhe dá a tal suavidade ao beber.

Depois de o provar, e saborear, dou-lhe uma classificação de:

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Na minha opinião é um vinho para se ter e saborear, mas vou ver se encontro alguns outros Quinta do Gradil, especialmente o Reserva…. para experimentar.

Grainha – Reserva 2012

Grainha

Há uns dias escrevi sobre um vinho da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, o Quinta Nova que é um vinho que eu gosto muito, e me dá um grande prazer de beber dada a sua excelência e qualidade.

Surgiu há uns dias pela frente outro vinho da mesma quinta o Grainha – Reserva 2012 tinto, sim porque este vinho tem também uma versão em Branco que um dias destes se me passar à frente dos olhos não resisto a experimentar e saborear…

Ora este é um vinho diferente do Quinta Nova, até porque na sua composição entram duas castas de uva diferentes, ou seja para além da Touriga Nacional, Touriga Franca, entram a Tinta Roriz e a Tinta Barroca.

Estas duas castas de uva dão-lhe uma cor mais escura e densa a este Grainha, mas o seu aroma continua intenso e muito complexo, com a influência do Douro, mas também das barricas de carvalho onde estagia.

Mas geralmente o que mais interessa ao consumidor, é o sabor, e este não fica muito atrás do Quinta Nova que pessoalmente prefiro, este tem um sabor um pouco mais intenso e que perdura bastante tempo no palato, sem ser agressivo…

Este vinho acompanha muito bem grelhados no carvão, especialmente umas Costeletinhas de borrego grelhadas com que casa perfeitamente.

Servindo de acompanhamento a uma tábua de queijos, é um vinho a desfrutar com tempo e com amigos…

Em termos de classificação geral dou-lhe um:

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Pode ter o nome de Grainha…. mas bebe-se muito bem, sem espinhas!

Cedro do Noval 2008

cedro do noval

Como devem ter notado ao longo destes dias em que vou escrevendo um pouco sobre os vinhos que provo, tenho-me focado mais nos vinhos tintos, com especial incidência por duas Regiões, o Douro e o Alentejo.

E é do Douro este vinho que vos apresento hoje, Cedro do Noval de 2008 que é um vinho tinto muito interessante produzido a partir das castas mais emblemáticas do Douro, como são a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz adicionando ainda a casta Syrah.

A presença das três castas tradicionais do Douro, dão-lhe aquela cor intensa e o aroma característico dos vinhos do Douro, cultivados nas encostas de pedra, e com a junção da Syrah, obtém-se uma suavidade que geralmente os vinhos desta região DOC não têm.

Pode-se dizer que é um vinho que se pode beber em qualquer situação, podendo ser apreciado numa refeição ou mesmo fora dela, dada a sua suavidade.

Produzido pela Quinta do Noval que é uma das mais conhecidas casas produtoras de vinho do Porto, tendo entre os seus vinhos alguns dos melhores Portos que podem ser degustados, como o Noval Nacional, sobre um qual um dia espero ter o prazer de escrever, o que quererá dizer que tive a rara oportunidade de o poder provar e saborear longamente….

Em termos de classificação este Cedro do Noval de 2008 em 10 dou:

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Este é um vinho do Douro, para se beber em boa companhia…